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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Um ano de Luta e Luto

Há um ano atrás, exatamente no dia 28 de setembro de 2013, ocorreu um grave acidente envolvendo um dos ônibus da antiga Rodoviária Santa Rita. Famílias até hoje choram e lamentam a perda de seus entes queridos e muitos ainda sofrem com as sequelas do acidente.

Vimos por meio dessa postagem, lembrar que esse acidente não foi em vão. Que essas pessoas que morreram, que as famílias que estão órfãs e que as pessoas que ficaram traumatizadas não passarão mais por episódios semelhantes e nem outra família mais passará por isso, assim o desejamos.

Imagem retirada do Portal Correio.

No dia 04 de outubro de 2013, uma semana logo após o acidente que vitimou quatro pessoas, incluindo entre elas, uma mulher grávida, e deixou quarenta feridos dos quais muitos tiveram que se submeter a procedimentos cirúrgicos, a Sociedade Civil Organizada da cidade de Santa Rita se mobilizou e juntamente com a população santarritense realizou uma manifestação na BR, próximo ao Atacadão e à MASA, nos trechos que levam a Campina Grande e Natal e a João Pessoa. Trancando, literalmente, o trânsito nos dois sentidos.

Apesar do pouco tempo, a população foi às ruas exigir mudanças. A população foi às ruas por não aceitar mais as condições precárias dos ônibus da empresa Rodoviária Santa Rita. A mobilização e empatia provocados pelo acidente, teve adesão também da população de Bayeux, que assim como nós, exigiam a melhoria do transporte público da sua cidade, que eram tão ou mais precários que os nossos, e também de cidadãos pessoenses.

Convite à população da sociedade civil organizada.

A mobilização popular impediu a passagem do fluxo dos carros por mais de três horas. Muitos de nós foram duramente tratados pela polícia, que fez uso de balas de borracha e gás de pimenta. Éramos apenas pessoas que estavam lutando por uma condição mais digna, exigíamos apenas a atenção das autoridades e das pessoas para o descaso em que vivíamos com uma empresa que não oferecia sequer o mínimo de segurança nos seus serviços prestados. (Leia a carta-manifesto que foi endereçada ao Governo do Estado nessa outra postagem).

Após a mobilização do dia 04 de outubro, a Sociedade Civil Organizada participou de algumas reuniões com o Governador Ricardo Coutinho juntamento com o DER e pudemos com satisfação colher os frutos. A empresa Rodoviária Santa Rita foi obrigada a comprar nova frota de ônibus e renová-la. Além disso, não só ganhamos uma frota nova, como também mais ônibus, diminuindo o tempo de espera que passávamos, sobretudo, nos horários de pico.

Outra conquista significativa, não apenas nossa, mas da população de Bayeux, foi também a renovação da frota e a "extinção" da Empresa Almeida, que teve sua liminar suspensa pelo DER. Lembrando que a frota de Bayeux foi renovada antes que a empresa Rodoviária Santa Rita obedecesse às decisões e exigências do DER.

Muitas pessoas acharam louvável a atitude da população ao ir para a rua e exigir mudança. Mudança esta que foi atendida. Algumas pessoas disseram ter perdido uma tarde toda, disseram ter pedido aula, trabalho, não chegaram cedo em casa para descansar, mas isso não se compara aos frutos conquistados com a luta do povo. Um ano de Luta e Luto! Nós, da Associação Universitária Santarritense, nos orgulhamos de ter feito parte desta mudança tão importante para a nossa população.

sábado, 21 de setembro de 2013

Origens da AUS

"A AUS era tida como a elite pensante de Santa Rita. Por onde eu passasse, todos me cumprimentavam e me reconheciam como alguém importante." (Antônio Freire Bastos).




Sobre a história da AUS pouco se encontra registrado nos livros ou na internet. Historiadores paraibanos relataram a história do antigo GRESC - Grêmio Estudantil Socio-Cultural, que promovia eventos na nossa cidade, mas nada registraram sobre nós.

A AUS surgiu registrada em cartório, aos 14 dias do mês de novembro de 1970, por iniciativa de um grupo de universitários santarritenses: Rui Nunes Machado, Inácio Aires de Oliveira, Luíza Lacet Ramalho, Miguel Evangelista Regis, Carlos Alberto de Holanda Cavalcanti e Aderaldo Vitorino dos Santos. A AUS também promovia eventos culturais e sociais na cidade, mas com um diferencial, incluindo os estudantes universitários.

O GRESC, infelizmente, se dissolveu até acabar, enquanto a AUS permaneceu ativa até hoje, embora sua história não tenha sido eternizada nos livros ou compêndios, mas tentaremos agora resgatar um pouco da nossa origem perdida.

O senhor Antônio Freire Bastos, ex-Presidente da AUS entre 1975-1976, em conversa conosco, contou-nos um pouco do que ele sabia a respeito da origem da associação e, também, sobre as ações da AUS durante a sua gestão.

Segundo ele, a AUS foi idealizada por alguns estudantes universitários que desejavam criar uma organização que pudesse representar os estudantes universitários e secundaristas promovendo a interação e integração entre eles. O primeiro estatuto da associação foi registrado no Cartório de Serviço Notarial e Registral Dourado de Azevedo - 1º Ofício de Notas, situado à Rua São João, 27 - Centro - Santa Rita.

Na época, a AUS funcionava na Praça Antenor Navarro, no prédio onde hoje é a loja de móveis Patrícia Móveis. Chegou também a funcionar no prédio, onde atualmente é a Secretaria de Administração da cidade. Viu-se, então, que era necessário se ter uma sede fixa e essa necessidade motivou a compra do prédio onde hoje funciona a atual sede. O prédio possuía apenas o térreo. O dinheiro usado para a realização da compra, foi proveniente da arrecadação de fundos através dos eventos promovidos pela associação.




Durante o seu um ano de gestão, Antônio Freire Bastos promoveu a criação dos jogos estudantis que eram realizados juntamente com a Semana Universitária que ocorria anualmente. Os jogos eram disputados entre os estudantes secundaristas e universitários. Entretanto, os jogos deixaram de ser realizados alguns anos mais tarde, quando passaram a ser disputados por fábricas e lojas e não mais por estudantes.

Ainda em sua gestão, a AUS também promoveu a I Maratona Intelectual Intercolegial, que foi realizada no antigo Cine Avenida, onde hoje é a Igreja Universal do Reino de Deus, localizada à Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade.

Antônio Freire ainda realizou a I e II Exposição de Produtos Industriais em Santa Rita, realizadas no Grupo Escolar João Úrsulo. Apesar das críticas recebidas e da descrença de pessoas, como Abraão Teixeira (citado pelo próprio Antônio Freire), a ideia de se promover uma exposição de produtos industriais visava trazer as inovações tecnológicas na área para contribuir para as indústrias da cidade.

Curiosidades:

  • Santa Rita tinha várias fábricas e lojas em funcionamento, embora hoje existam mais do que naquela época, uma grande parte dessas fábricas e lojas entrou em falência e fechou, como por exemplo: o Engenho de Meio; as Usinas Santana e Santa Rita; a Calcioquímica; a Fábrica de Cerâmica Tibiri; a Fábrica de Tecidos Tibiri; a Fábrica de Calçados Forte-Flex; a Soaçucar S/A; a Antártica S/A e a Sapataria Gadelha.

  • A cidade tinha três cinemas para a população, o cinema Avenida, onde hoje é a Igreja Universal do Reino de Deus; o cinema Alvorada, onde atualmente é a loja da Magazine Luiza (antiga Lojas Maia) e o cinema Municipal ( também conhecido como São João), onde hoje funciona a Farmácia do Trabalhador, na rua São João, no centro da cidade.




Antônio Freire Bastos foi secretário, vice-presidente e, posteriormente, presidente da AUS durante o mandato de 1975-1976. É formado em Direito e Administração. Mesmo após ter deixado de ser presidente da associação, promoveu o I Encontro de Escritores de Santa Rita (que aconteceu na escola Centro Educacional Santa Terezinha - CEST). Atualmente, é procurador da Prefeitura Municipal da cidade e também advoga. Fundou a Associação dos Filhos e Amigos de Santa Rita.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

50 anos do Hospital e Maternidade Governador Flávio Ribeiro Coutinho

A Associação Universitária Santarritense parabeniza o Hospital e Maternidade Governador Flávio Ribeiro Coutinho pelos seus 50 anos de fundação. O hospital, que se iniciou como uma simples casa de parto, comemorou, neste dia 13 de setembro, na sede do próprio hospital, o seu Jubileu de Ouro com uma cerimônia oficial de homenagem aos que contribuíram para a fundação do hospital. A cerimônia contou também com a presença de algumas autoridades políticas paraibanas, além da presença dos familiares dos homenageados no evento.




Breve Histórico:

A Fundação Governador Flávio Ribeiro Coutinho teve sua origem no ex-Hospital Proletário Flávio Ribeiro, pertencente à Fundação Médica Social Sociedade Anônima Usina Santa Rita. Em julho de 1962, o prédio em construção foi passado para o médico holandês Cornelis Wilhelmis Johannes Maria de Ruyter.

Em 1963, o referido médico transferiu a doação do hospital para uma Congregação Holandesa recém-chegada ao Brasil: Congregação da Caridade Mãe da Misericórdia. Sob a presidência da Madre Maria Elizabeth Ter Meer, foi realizada no dia 02 de setembro do mesmo ano, uma Assembleia Geral que instituiu oficialmente a Fundação Governador Flávio Ribeiro Coutinho, tendo em vista de assegurar a manutenção do Hospital e Maternidade Governador Flávio Ribeiro Coutinho.

Para administrar o hospital, a Congregação das Irmãs da Caridade Mãe da Misericórdia escolheu a Irmã Rosa, enfermeira, para o cargo de Diretora Geral, permanecendo a mesma na direção do hospital por dez anos.

A Congregação das Irmãs da Caridade Mãe da Misericórdia decidiu repassar a Fundação Flávio Ribeiro Coutinho para uma congregação brasileira. Dentre as congregações consultadas a Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, na pessoa da Superiora Geral Irmã Maria do Divino Coração, em consenso com o seu conselho, aceitou a proposta.

Em 30 de maio de 1976, através da Assembléia Geral, houve transferência de todo acervo patrimonial, direitos, obrigações e responsabilidades da Fundação Governador Flávio Ribeiro Coutinho para a Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, com sede em Caucaia- Ceará, com a qual permanece até os dias de hoje.

À época, a diretoria era formada por:

Presidente: Irmã Maria do Divino Coração
Vice-Presidente: Irmã Maria do Amparo
Secretária: Irmã Isabel Barreto
Vice-Secretária: Irmã Lúcia Silveira
Tesoureira: Irmã Conceição Aires de Castro
Vice-Tesoureira: Irmã Maria Ruth




O último Estatuto da Fundação é de 20 de junho de 1998, registrado no Livro A-3, sob o número de ordem 243, fl 58v. em 20 de agosto de 1998, no “Cartório Dourado de Azevedo”, cidade de Santa Rita, Estado da Paraíba; alterado pela Assembléia Geral Extraordinária de 7 de janeiro de 2006, registrado no mesmo Cartório em 25 de janeiro de 2006, Livro A-7, fl. 196, No. 5 954, objetivando readaptá-lo ao atual Código Civil e atender regra especificada no Art. 3º.,IV do Decreto No. 2 536, de 6 de abril de 1998.

A principal atividade da Instituição continua sendo o atendimento a saúde, disponibilizando para o SUS mais de 67% de todos os seus serviços e, acrescentando os serviços prestados gratuitamente, este percentual eleva-se 78,46%.